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Uberabense consome 37% a mais de água que a média nacional
19/01/2018


Uberaba alcançou em 2017 uma média de consumo de 211 litros por habitante/dia, o equivalente a 37% acima da média nacional e muito além dos patamares que a Organização das Nações Unidas - ONU preconiza que é de 110 litros/dia. Esse indicador per capita é a quantidade de água suficiente para atender as necessidades básicas diárias de uma pessoa.

Segundo os últimos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgados em 2017 (ano base 2015), o consumo médio de água do brasileiro é de 154 litros/habitante/dia e no Sudeste este número chega aos 176 litros por habitante/dia. Portanto, muito além do padrão recomendado pela ONU.

O consumo sustentável ainda não é uma realidade muito presente entre os uberabenses, apesar dos esforços dos programas e ações de educação ambiental do Codau para que a população diminua o consumo e adote hábitos mais conscientes, explicou o presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto.

O registro do aumento do uso da água no período da estiagem é um fator preocupante neste cenário. “Se há disponibilidade de água em 96% do ano no município, com recursos hídricos abundantes, isso não significa que o cidadão pode se descompromissar dos hábitos corretos do uso da água. Em nenhum momento isso é possível, pois quando for necessária e imprescindível a redução de consumo, a adoção das medidas corretas será mais demorada”, avaliou o dirigente.

Luiz Neto lembra que a cidade enfrentou a seca do ano passado com tranquilidade, mesmo com os baixos índices pluviométricos, enquanto outras cidades brasileiras precisaram adotar racionamento. “Nós passamos pela estiagem levando água pelo menos uma vez ao dia para todas as regiões de Uberaba, mas alertamos insistentemente que o consumo estava bem acima da média nacional e foi preciso esforço de todos para ajustar à realidade”. 2017 apresentou índices pluviométricos menores do que 2016. Foram registrados 1.655 mm de chuva, enquanto em 2017 o acumulado em precipitação foi de 1552 mm. Redução de 6% de chuvas de um ano para outro.

Guaritá observou também que as obras realizadas nos últimos anos, como a implantação de novas adutoras, reservatórios e a automação do sistema de distribuição permitiram dar maior tranquilidade no abastecimento durante a seca. Mas ele reforça que a água em abundância no período das chuvas e infraestrutura de saneamento não isentam o cidadão de contribuir com a sua parte nesta relação de consumir sem desperdício.


Ascom Codau
11.01.2018